Como lidar com a desilusão?

Como sabemos, a desilusão só poderá existir quando se cria uma ilusão e esta só poderá ser vivenciada se fôr baseada em expectativas não correspondidas.

Isto até agora é lógico, sabido e infelizmente vivido…mas será que é possível neutralizar e acabar com a desilusão?

Bom, pela minha experiência e por ser um dos meus maiores desafios, comecei a tomar uma real atenção às consequências da desilusão:
– Sempre que me desiludia com alguma situação ou pessoa sentia uma grande perda de energia, uma descentralização da minha alma e uma crescente perda de prazer de viver.

Noto e sinto cada vez mais que vivemos num mundo de extremos onde as tonalidades de cinzento entre o preto e o branco da vida não têm permissão para existir.
Observo a criação, com esta atitude, de um desmesurável “fast food” não só na alimentação mas também nos relacionamentos; trabalho; família e mesmo propósitos de vida, tornando-os tanto mais superficiais como descartáveis e de rápida absorção, sem qualquer compromisso; entrega; partilha e principalmente tolerância e compaixão.

A um nível externo, isto é algo que não podemos controlar. A um nível interno, podemos alterar as nossas crenças; emoções e actos, reflectindo-se essas mudanças na nossa realidade.

Neste sentido e com maior rigor e atenção, comecei a observar que para lidar com a desilusão num mundo completamente desequilibrado teria que :

1- Deixar de fazer seja o que for por dever e obrigação e optar por fazer só o que realmente quero e me dá prazer.
2- Escolher ver certas responsabilidades e tarefas como algo que decido e me comprometo fazer porque simplesmente faz sentido e ressoa em mim, assim como a necessidade interna de criar mais paz e realização pessoal.
3- Não esperar nada nem criar expectativas em relação a ninguém ou a alguma situação, decidindo assim dar e contribuir só dentro dos meus próprios limites e condição interna e onde isso me seja confortável, prazeroso e claro, que não me faça sair do meu centro.
4- Decidir e abrir-me a tudo o que vier depois de tomar certa decisão. Se decidi algo de um modo incondicional (isto é, sem condição de querer controlar ou saber os resultados antecipadamente) terei com certeza o resultado “justo” e redobrado
5- Agradecer sempre o retorno de algo que dei e fiz, mesmo que isso seja pouco ou mesmo nada, pois por si só, isto já é um retorno que pede especial atenção e auto-reflexão de um espelho da vida.
6 – Entregar; confiar e não criar resistência, aceitando o que é, mesmo sem compreender logo o porquê.

Permito-me libertar, pois a vida tem mistérios que só mais tarde poderei saber, ou não. O importante é entender que ao criar resistência com emoções e comportamentos, como revolta; raiva; irritação; ressentimento; ansiedade e vingança, só irei criar laços emocionais mais fortes com a situação que originou a desilusão mantendo-a na minha vida e atrasando todo o processo.

Com base em tudo o que escrevi acima, HOJE decido relembrar que: ”tudo a que se resiste, persiste”. Com isto escolho refletir sobre uma situação onde sinto ter-me desiludido e perguntar a mim mesma\o:
“Se houvesse uma razão para a minha alma criar esta situação, qual seria ?”
Ao estar atenta\o à resposta… sou honesta\o comigo mesmo e ajo em direcção á solução… AGORA!
Bem haja,

Filipa Andersen,
(Filipa Lakshmi Nov. 2015)

By | 2015-12-17T22:12:54+00:00 17 Dezembro, 2015|Inner Coaching|0 Comments

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