Os nossos MEDOS – as nossas maiores forças escondidas

Antigamente, nas guerras, uma das partes mandava um espia conhecer os planos do inimigo, ou mesmo viver com ele para o conhecer e compreendê-lo melhor. O objetivo era conhecer as suas fraquezas para o poder combater e derrotá-lo de forma eficaz.

Com os nossos medos é igual. Quando realmente os conhecemos, podemos neutralizá-los e transformá-los num potencial de força.

Compreendê-los e aceitá-los, cria permissão para que eles deixem de ter poder sobre nós e possibilita uma transmutação de energia destes medos para passarem a ser uma nova força no nosso caminho.

No entanto os medos de que falo são principalmente medos primordiais, como o medo de perder o controlo, medo da rejeição, abandono, autoridade, indiferença, etc.

Proponho-lhe um exercício:

  1. Escolha uma emoção que ande a evitar sentir, ou uma situação à qual tem estado a resistir, ou uma pessoa com a qual tenha dificuldade em se relacionar.
  2. Escreva as consequências negativas disso á frente. É fundamental que seja sincero.
  3. Faça as seguintes perguntas em relação a essa emoção, situação ou pessoa .

Para o ajudar, vou exemplificar.

Ex: ”Tenho andado a resistir a ser independente da opinião dos outros” consequência “ perco o meu poder e deixo de ser quem realmente quero ser”.

1ª pergunta : – O que aconteceria se eu fosse independente da opinião dos outros?

Resposta: Era possivel que não fosse tão aceite e amada por eles.

2ª pergunta: – O que aconteceria se não fosse tão amada e aceite pelos outros?

Resposta: Acabaria sozinha…

3ª pergunta: – O que aconteceria se acabasse sozinha?

Resposta: Morreria…

Resumindo e concluindo: O meu medo não é da opinião dos outros mas sim, da morte, e de morrer em solidão.

Entende isto?

Perante a definição do medo, segue-se a transmutação:

1º passo – Agora que conhece o seu medo, reconheça-o, compreenda-o e aceite-o.

2º passo – Crie uma afirmação que possa neutralizar este medo. Ela vai ajudá-lo a enraizar a nova crença no seu sistema de crenças que permitirá, por substituição, anular o medo primordial.

Ex: “Quanto mais autónomo estou das opiniões dos outros, mais livre e vivo me sinto!”

3º passo – Perceba que a sua realidade se baseia no reflexo das suas crenças, que você é aquilo que acredita ser, e que tudo o que criou pode destruir e criar de novo, melhorado!

4º passo – Enfrente agora esse medo com uma nova convicção e consciência e verá o seu peso a desvanecer.
5ºpasso – Crie pequenas metas concretas que poderão ajudar a ancorar essa nova crença.

Agora, convido-o a fazer outro exercício:

Escreva a armadilha em que está preso.

Ex:” Estou num emprego que não gosto, mas se o deixar não conseguirei ter o dinheiro que ganho, oferecer o que quero e ter certos prazeres da vida.”

1ª pergunta: – O que aconteceria se saísse dessa armadilha?

Resposta: “Teria menos dinheiro e não poderia ter um certo estilo de vida. Mas era capaz de ter mais tempo para me dedicar ao que realmente gosto e estar com quem quero.”

2ª pergunta: O que aconteceria se mesmo assim o fizesse?

Resposta: “Talvez começasse a fazer o que gosto e quem sabe a ganhar dinheiro com isso.”

Agora pense, será que todos os seus medos têm fundamento? E este medo específico, será que é mesmo este ou é outro mais forte por detrás dele?

Se tem dúvidas, peça orientação, experimente, arrisque e experimente, pois a vida é só isso: uma constante experiência e criação daquilo que queremos fazer e vir a ser!

Filipa Andersen,
(Filipa Lakshmi, Junho,2013 )

By | 2015-12-15T22:46:00+00:00 15 Dezembro, 2015|Inner Coaching|0 Comments

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